PROGRAMA DE FORMAÇÃO DE COORDENADORES DE DINÂMICA DE GRUPO / PROGRAMA DE FORMACION DE COORDINADORES DE DINAMICA DE GRUPO
Facilitação para Times de Alto-desempenho
(Encontrei este texto na WEB, sem indicação de autor.)
Traduzido por Mauro Nogueira de Oliveira
Há vinte anos atrás, foi calculado que as empresas americanas
celebravam um milhão de reuniões por ano.
Hoje, o trabalho colaborador está ficando mais importante até
mesmo para alcançar a inovação e
desempenho que são necessários para simplesmente sobreviver,
ainda mais para prosperar. A Business
Week disse que o bloco essencial para a organização do
futuro são os times. Neste ambiente, as reuniões
estão representando um papel importante em organizações
de todos os tipos.
Em uma tentativa para aumentar a eficiência e efetividade desses
reuniões, muitos estão convidando
facilitadores para fazer suas reuniões mais organizadas, mais
enfocadas e mais produtivas. Mas o facilitador
é o salvador da organização? Ele é a bala
prateada que matará todos os monstros do desperdício do tempo
perdido que embaça os resultados de desempenho, ele é
a panacéia que curará todas as doenças do time?
A resposta é um ressonante, TALVEZ. ÀS VEZES. Este artigo
investiga os fatores que influenciam o
desempenho de times e grupos de trabalho, o papel que o facilitador
pode representar habilitando e apoiando
o desempenho, o papel crítico do ambiente organizacional em
qualquer nível, dando ou limitando a habilidade
de facilitação para extrair desempenho de times e grupos
de trabalho, e quando, na vida de um time, pode um
facilitador intervir efetivamente.
Fundamentos de um Time
O único fator mais importante na construção de
um time de alto-desempenho é a expectativa de desempenho
alto. Se há uma demanda de desempenho que só pode ser
conhecida pelo esforço colaborador das pessoas
para produzir um produto em conjunto que nenhuma delas pode produzir
só, então os times se formarão para
produzir aquele produto. Se o desafio de desempenho não estiver
presente nenhuma facilitação ou exortação
na construção do time resultarão em times de alto-desempenho.
A demanda de desempenho pode ser interna ou externa. Demandas de desempenho
externas podem vir de
expectativas altas por parte da administração ou de uma
real ameaça para continuarem fazendo parte da
organização, do ambiente empresarial. Desafios de desempenho
internos vêm de uma sensação por parte
do líder do time ou membros do time, que eles querem mostrar
que podem fazer, mostrar que é possível, virar
uma situação aparentemente desesperada ou transformar
uma ameaça em uma oportunidade.
A existência do desafio de desempenho, enquanto pode conduzir
às pessoas a tentarem conseguir em
conjunto e ajudar um ao outro, necessariamente não resulta em
um time de alto-desempenho. Muitas coisas
podem sair errado. Katzenbach e Smith (Katzenbach, Jon e Douglas Smith,
A Sabedoria do Tempo, Nova
Iorque,: Harper Business, 1993) definem um time como:
" ....um número pequeno de pessoas com habilidades complementares
que são cometidas de um propósito
comum, metas de desempenho e abordagem pelas quais eles se sentem mutuamente
responsáveis."
Implicado dentro desta definição estão os fundamentos de desempenho de time. O time próspero tem:
todas as habilidades necessárias, ou
pelo menos os talentos necessários para desenvolver as
habilidades e a vontade de trabalhar para
desenvolvê-los;
uma declaração, inspiração de desempenho ou visão que formam o propósito comum do grupo;
tradução da aspiração em metas de desempenho mensuráveis, realizáveis;
compromisso com uma abordagem comum para trabalhar junto; e
uma vontade para se ajudar individual e coletivamente,
responsável pela produção de produtos de
trabalho mútuos que alcançarão
as metas de desempenho.
Sem estes fundamentos, um desafio de desempenho sólido e bem-compreendido
não resultará em
desempenho de time.
Alguns times preenchem estes comportamentos naturalmente. Eles têm
um conhecimento, ou estudo, ou
experiência, ou intuição, do que leva um grupo
de pessoas a trabalhar juntas. Mas muitos times,
possivelmente a maioria, não enxerga estes fundamentos de desempenho.
A Administração de Qualidade da Guarda Costeira usa o
programa FADE no processo de solução de
problemas: Focus-Enfoque, Analyze-Analise, Develop-Desenvolva e Execute-Execute.
A parte do Enfoque é o
desenvolvimento pelo Time de Ação da Qualidade de uma
declaração escrita do problema. A maioria dos
times resiste a este passo, sente que não conseguem escrever
adequadamente o problema. Mas o propósito
do passo do Enfoque é assegurar o compromisso do time para um
jogo comum de aspirações e metas de
desempenho pelo time, e a gravação formal daquele compromisso
em uma declaração do problema.
O Papel do Facilitador
O papel do facilitador é ajudar o time a achar e reconhecer seu
desafio de desempenho e levar a cabo os
fundamentos de time. Freqüentemente a possibilidade para um desafio
de desempenho interno está lá, no
grupo, mas nebuloso, não articulado e disperso ou num plano
não escrito porque parece distante ou
ambicioso. Nestes casos, os membros do grupo precisam de ajuda para
descobrir, articular e cometer a
meta de alto-desempenho que lhes fará um time. Um facilitador
é experiente em sentir e puxar o que as
pessoas estão falando e colocar isto na mesa. Se o time potencial
começa a compartilhar e fica excitado
sobre uma visão comum do que ele pode fazer, tem um bom começo
em desempenho de time.
Um facilitador experiente tem percepção de habilidades,
especialmente do time e habilidades interpessoais
que estão normalmente sob desenvolvimento em pessoas indicadas
para os times. O facilitador pode
perceber quais habilidades estão faltando no time e até
em um ou mais membros do time para que as
desenvolva. O facilitador tem que trabalhar para identificar quais
habilidades estão presentes, quais
habilidades estão ausentes, e quem tem a habilidade para desenvolver
as habilidades perdidas, então
desafia e apóia aquela pessoa até que as habilidades
necessárias estejam presentes.
Pode haver um perigo nisto, se o time vem a confiar no facilitador para
aquela habilidade e não desenvolve
isto para si mesmo. É crítico que o facilitador tenha
uma convicção básica que o propósito de uma
intervenção é aumentar a capacidade de ação
da pessoa designada ou do grupo. Lao Tzu, no Tao Te King,
diz que o melhor líder é aquele que, quando o trabalho
termina as pessoas dizem: nós mesmos fizemos.
Uma vez que um pequeno grupo de pessoas tenha, junto com um desafio
de desempenho e o potencial por
formar uma habilidade crítica fixada, então o time potencial
tem que começar a procurar sua aspiração clara,
metas de desempenho e modo de funcionamento. Mas em muitos grupos,
está a expectativa que o trabalho
de tarefa começará imediatamente. São ignorados
os fundamentos do time até que seja muito tarde para
formar um time real que somará valor igual ou maior que o tempo
gasto em reuniões. O facilitador ajuda o
grupo a evitar esta visão muito-estreita mantendo o grupo enfocado
no processo de trabalho, no processo do
time, simultaneamente, pondo a ênfase numa ou noutra destas áreas
necessárias para ajudar o progresso do
grupo.
Uma coisa que o facilitador não pode fazer é tornar o
grupo mutuamente responsável pelos seus produtos de
trabalho. Isso tem que vir do próprio grupo. Na próxima
seção veremos como o clima da organização pode
afetar este e outros fundamentos do time.
O Papel do Clima
O clima empresarial na organização, a cultura organizacional,
tem profundo efeito no desempenho de times
dentro da organização. O desempenho ético e normas
que existem na organização podem reforçar ou podem
demolir as tentativas para construir um desafio de desempenho e os
fundamentos do time. Enquanto a
maioria das organizações reivindica ter um enfoque de
desempenho, há dois modos diferentes deste enfoque
se manifestar: como um enfoque ético de desempenho ou como um
enfoque de controle. Um desempenho
ético é evidenciado por trabalhadores autônomos,
grupos de trabalho e expectativa de resultados.
Muitas organizações têm um enfoque de controle:
o modo que elas tentam alcançar alto desempenho é
esperando conformidade para trabalhar procedimentos e descrições
de trabalho e padrões de
documentação. Nestas organizações baseadas
no controle, a expectativa é segurança e vacância de
risco,
não desempenho alto. As expectativas empresariais normais nestas
organizações são contrárias à
responsabilidade individual; orientação de tarefa total;
tendo reuniões mínimas e reuniões rápidas,
agendas
dirigidas das reuniões, quando elas acontecem; e máquina
como desempenho. Estas expectativas
individualmente e juntas deixam de fora a compreensão intuitiva
do que leva as pessoas a trabalharem juntas.
Se uma organização com um controle moral tenta instituir
times, não serão só as expectativas empresariais
normais que desencorajam os times. A tentativa por si mesmo, provavelmente,
será feita com
pronunciamentos de que times serão formados, como eles se formarão,
como eles irão trabalhar, como será
o controle e como serão impostas medidas dos seus desempenhos,
e quem, fora do time, será responsável
pelos seus resultados. As definições do time não
deixarão bastante espaço de solução para os
membros do
time fazer compromissos com um propósito, metas e trabalharem
nos seus próprios métodos. Os membros
do time não se sentirão responsáveis como um time
para os resultados do time. Se o desempenho moral dos
indivíduos no time é alto e o desafio para desempenho
do time é bastante significante, pode ser que algum
trabalho de grupo possa superar uma cultura organizacional baseada
no controle e se transformar num time
de alto desempenho, especialmente com ajuda de um facilitador.
Quando Facilitar
Se a decisão é tomada para usar um facilitador para ajudar
na formação de times de alto-desempenho,
quando o facilitador deve ser trazido? Há vários pontos
pelo ciclo de vida de um time quando a facilitação
pode ser de valor. A primeira oportunidade é antes do time.
Trabalhar em times tem riscos. Times que se formam inadequadamente são
dreno de recursos sérios. Eles
têm freqüentemente mais baixo desempenho que grupos de trabalho
soltos ou contribuintes individuais. O
risco de formar um time não deveria ser decidido a menos que
haja uma necessidade de desempenho clara
por produtos de trabalho mútuos, um desafio de desempenho que
não pode ser enfrentado por indivíduos. Um
facilitador experiente pode avaliar os desafios e os riscos e pode
orientar na decisão de procurar uma
abordagem de time.
Se a decisão tomada é formar um time, o facilitador pode
ajudar a construir uma escritura para o time. É
crítico que a escritura seja bastante clara para deixar o time
saber o que é esperado disto mas com espaço
de solução suficiente para o time achar sua própria
aspiração de desempenho, metas de desempenho
mensuráveis e modo de funcionamento.
O próximo ponto ao qual um facilitador pode ser trazido está
na primeira reunião do time. Uma reunião de
time não é igual às reuniões típicas
na maioria das organizações. O time tem que trabalhar junto
de modos
que diferem de outros grupos de trabalho. O facilitador pode conduzir
a reunião mais nos enfoques de
formação do time do que um programa de trabalho, deixando
claro que coisas diferentes são esperadas e
são requeridas do time. O facilitador também pode preencher
a ausência de habilidade num time que está
descobrindo há pouco quem são eles.
Um verdadeiramente time de alto-desempenho não requererá
um facilitador para cada encontro. Mas quando
em momentos de dificuldades, um facilitador pode ajudar o time a voltar
aos trilhos. Uma doença comum em
times é a falta de orgulho. Isto normalmente é caracterizado
por falta de energia, reuniões curtas que não
realizam nada e uma sensação de desesperança.
Este se torna um ciclo maligno onde a falta de progresso
seiva a energia e o compromisso necessários para inverter a
situação.
Um facilitador pode ser freqüentemente um instrumento ajudando
o time a refocar seus fundamentos.
Revisitando e às vezes redefinindo os acordos em aspirações,
metas de desempenho e trabalhando a
abordagem pode adquirir freqüentemente um time motivado. Outras
vezes um enfoque nos obstáculos que
estão causando a desmotivação ou em eventos chave,
bons ou ruins, na história do time pode ajudar o time a
decolar. Finalmente, escolhendo uma meta de desempenho modesta, de
alcance limitado e alcançar isto dará
uma injeção de motivação. Estas abordagens
podem começar freqüentemente de dentro do time, ou como
tarefa de um líder de um time novo ou um dos membros mais novos
do time. Mas elas também podem vir de
um facilitador. Se um time fica preso durante algum tempo, um facilitador
externo deveria ser considerado
antes da decisão de extinção do time, pelo trauma
de reconstituição do time. Se mudando a maquilagem de
um time preso é garantia, o facilitador poderá trabalhar
esta ação com o time por um período de tempo.
Finalmente, um facilitador pode ser trazido ao término da vida
do time. Uma das fases mais freqüentemente
negligenciadas de desempenho de time é o encerramento do time.
Há fatores envolvidos em finais de times
que são críticos para o desempenho e o futuro de times
na organização.
Para assegurar que os lucros do desempenho do time sejam percebidos
completamente, devem ser
completados e distribuídos os produtos. Relatórios de
projetos, documentação e lições aprendidas
devem ser
capturadas. Satisfação do cliente deve ser avaliada:
se não, ações corretivas precisam ser tomadas.
Para salvaguardar o futuro dos times na organização, como
os membros deste time sentem-se sobre o
encerramento do time, afetará se eles e a organização
estão dispostos para empreender novas iniciativas de
time no futuro. A conclusão deve ser celebrada, junto com prêmios
apropriados.
O time pode decidir dar prêmios individuais a um ao outro, mas
da perspectiva da organização maior, o time
teve sucesso ou falhou como uma unidade e necessita receber reconhecimento
apropriado como uma
unidade.
Finalmente, o time deve formalmente, talvez ritualmente, dispersar.
Embora os indivíduos provavelmente se
verão ainda que ocasionalmente um ao outro, se os membros do
time não aceitam e interiorizam o final da
sua identificação com o time, podem ser desviados energia,
atenção e compromisso necessários em outros
produtos de trabalho e outros times, dificultando a relação
e sensação de realização que eles tiveram como
parte do time extinto. Em todos os aspectos de finalização,
um facilitador pode ajudar o grupo e a
organização a alcançar o sucesso.
Resumo
Como as expectativas colocadas em organizações pelos clientes,
acionistas e outros se elevam, cada vez
mais um time será requerido como o único modo para alcançar
o nível necessário de desempenho.
Facilitação de times e o trabalho com grupos podem ter
um impacto de desempenho positivo significante.
Mas o facilitador é muito efetivo quando o desafio de desempenho
inspira os participantes do time e o clima
organizacional apóia os fundamentos de comportamento de time.