Mexican Institute of Group and Organizational Relations

LINHAS DE TRABALHOS COM GRUPOS

Gregório Baremblitt

Considerando-se campo da vida social de onde se origina e onde é predominantemente praticada, a
dinâmica grupal dispõe de três áreas principais de geração e ação. A saber: a medicina (na qual as técnicas
grupais são empregadas com finalidades psicoprofiláticas e psicoterapêuticas), a pedagogia (procedimentos
grupais de ensino) e a sociologia (psicossociologia dos pequenos grupos na indústria e no comércio, na
comunidade vicinal e étnica etc)

Tendo em vista suas fontes epistemológicas (extremamente intrincadas), pode-se traçar o seguinte panorama
sintético:
 

  •      existe uma base psicanalítica filosoficamente tão diversificada quanto as próprias escolas

  •         psicanalíticas: freudiana ortodoxa, adleriana, junguiana, kleiniana, "psicológica do ego" e, ultimamente,
            lacaniana.
  •      existe uma base fenomenológica-existencial, apoiada em Sartre, Buber, Binswanger, Merleau-Ponty,

  •         Scheler etc
  •      existe uma base psicodramática cujo pilar central é, indubitavelmente, Moreno.
  •      existe uma base empirista, pragmatista, que reúne a pedagogia democrática de Dewey com o

  •         comportamentalisto social de Mead e todos os outros comportamentismos mais ou menos radicais, o
            consciencialismo de Stuart Mill, o culturalismo antropológico de Malinowiski e, além destes, o
            estrutural-funcionalismo de Parsons, Merton, etc.
  •      existe uma base gestaltista, sendo seu representante principal Kurt Lewin.
  • As escolas contemporâneas de dinâmica de grupo são tantas que desafiam qualquer tentativa não somente
    de sistematização, mas também de enumeração. Unicamente enquanto tentativa de colocar algumas balizas
    neste panorama, assinalamos:

         uma linha inglesa:Bion, Ezriel, Foulkes, Anthony, Balint. Várias norte-americanas: Schilder, Taylor, Bach,
         Gibbs, Cartwright e dezenas de outros.
         uma linha francesa: Anzieu, Kaes, Lebovici, M.Pagès, R.Pagès, Lapassade, etc
         uma linha argentina: Pichon-Rivière, Grinberg, Langer, Rodrigué, Bleger, Bauleo, Ulloa, Usandivaras,
         Pavlovsky etc.

    Como se sabe, as misturas e combinações entre tendências são indescritíveis, a tal ponto que se pode
    afirmar que não existe tendência alguma que não haja incorporado elementos teóricos ou técnicos das outras.