A EDUCAÇÃO DE LABORATÓRIO REFLETINDO-SE EM UMA TEORIA DE PERSPECTIVA DE AÇÃO
CHRIS ARGYRIS
Professor da Escola de Educação, da Universidade de Harvard,
Cambridge, Massachusetts
De Journal of Applied Behavioral Science, 15 (3), 1979.
Traduzido por Mauro Nogueira de Oliveira
O propósito do artigo é oferecer uma explicação
plausível para o quebra-cabeça que o interesse em
educação de laboratório, uma das inovações
mais prósperas produzida por cientistas sociais, mostrou um
declínio significativo.
Quatro explicações vêm à mente. Primeiro,
os ambientes culturais de suas organizações desencorajaram
o
uso do conhecimento aprendido em laboratório. Esta explicação,
embora parcialmente válida, não levou em
consideração por que a transferência foi baixa
em casos onde executivos de topo, que experimentaram
educação de laboratório, e mesmo validando-a encorajados
a continuar a aprendizagem em sua organização
através de consultores e novas oportunidades de aprendizagem
(Argyris, 1962, 1971). Nem considerou os
casos onde grupos familiares de executivos de topo assistiram e estimaram
que a educação de laboratório
ainda seria difícil de aplicar seus conhecimentos e habilidades
no seu ambiente organizacional; quando um
consultor interveio eles puderam fazer, mas perderam a sua competência
no momento em que ele partiu
(Argyris, 1971).
Uma segunda explicação plausível é que aquela
transferência requer mais tempo. Esta explicação seria
mais
atrativa se os dados sobre isso não existissem. Eles indicam
que a contínua ajuda por um consultor e outros
recursos não ajudaram os indivíduos a usar as competências
que aprenderam, sem mencionar que eles
desejariam ter somado ao seu repertório, mas não aconteceu.
Uma terceira explicação plausível é que
aquela transferência é baixa por causa de hierarquias volumosas
e
política organizacional. Ainda os estudos citados acima indicam
que as pessoas do topo não experimentaram
o impacto repressivo de hierarquias volumosas. Além disso, muitos
aprenderam a desligar-se das rivalidades
intergrupais, os jogos de decepção e camuflagem, e a
não discutir os fatores que conduzem a política
organizacional (Argyris, 1974).
A quarta explicação plausível é que pode
haver fatores endêmicos na teoria e prática da educação
de
laboratório que atuam para inibir a transferência.
Para explorar esta alternativa é primeiro necessário identificar
as suposições chaves sobre aprendizagem
ocorrida em educação de laboratório.
TRÊS SUPOSIÇÕES-CHAVES SOBRE APRENDIZAGEM
OCORRIDA EM EDUCAÇÃO DE
LABORATÓRIO
1. Educação de laboratório deveria exaltar o nível
de consciência e perspicácia de seus participantes. O
termo treinamento de sensibilidade coloca a ênfase em ajudar
os indivíduos a se darem conta de que eles
mesmos, outros grupos e organizações impactam um ao outro.
2. Os grupos coesos que produzem abertura, calor e confiança,
são os veículos chaves para a aprendizagem.
Tais grupos podem encorajar os participantes a serem mais sinceros,
correrem mais riscos e
conseqüentemente produzirem informação mais válida.
Uma vez que as pessoas são ajudadas a expressar o
inexprimível e a discutir o indiscutível, podem ser reduzidas
grandemente as dificuldades criadas pela
endêmica censura pessoal e social da vida moderna.
3. Uma vez que os indivíduos recebem informação
válida, se dão conta e interiorizam a aprendizagem,
mudanças em comportamentos e atitudes podem vir a seguir. O
critério apropriado para a internalização é
emocional e nenhuma compreensão simplesmente intelectual.
Conseqüentemente, embutido em educação de laboratório
estão os objetivos de perspicácia e consciência, o
uso de grupos como a cultura e catalisador para a aprendizagem e a
compreensão emocional que a
consciência produziu. Eu examinarei algumas das dificuldades
que estas três características da educação de
laboratório criam para a transferência de aprendizagem.
UMA PERSPECTIVA DE TEORIA-DE-AÇÃO
Na afirmação há pouco feita é válido,
significa que o embutido nas três suposições são
inconsistências ou
buracos que podem não ter sido reconhecidos. Para os identificar,
eu usarei outra perspectiva que também
se preocupa com aprender mas contém características que
são significativamente diferentes das
perspectivas presentes de laboratório. Eu chamo isto de uma
teoria de ação (Argyris, 1976; Argyris & Schon,
1974, 1978).
Brevemente, nós diferenciamos entre teorias aceitas e teorias-em-uso.
A primeira refere-se aos mapas que
as pessoas têm nas suas mentes que se referem às suas
convicções, valores e atitudes; quer dizer, qualquer
significado que elas acreditam que formam as suas ações.
A segunda são os mapas que de fato informam as
ações das pessoas. A distinção entre teoria
aceita e teoria-em-uso pode ser interpretada ao equivalente da
distinção entre convicções, atitudes, e
valores, por um lado, e comportamento, do outro (veja Chemers &
Fiedler, 1978). A diferença entre "faz como eu digo" e "não
como eu faço" não é nova, como esta velha
declaração ilustra.
Nossa distinção é, eu acredito, mais sutil. A teoria-em-uso
é o mapa utilizado para desenhar comportamento
e não o próprio comportamento. Por exemplo, A pode controlar
comportamento de B. Através da educação A
aprende das conseqüências negativas deste controle unilateral
e grandemente reduz isto. Nós temos uma
mudança de comportamento. Mas os valores de que A está
"satisfeito" poderiam permanecer os mesmos.
Por exemplo, A controlando ou sendo controlado para ganhar de B. Se
este fosse o caso, no momento em
que B comete um erro, A retoma o controle imediatamente. Assim a teoria-em-uso
nunca muda; só o
comportamento.
Modelo I é a etiqueta que nós demos a teoria-em-uso sendo
usado pela maioria das pessoas. As estratégias
de comportamento de Modelo I incluem defender uma posição
enquanto que ao mesmo tempo
unilateralmente controla outros e unilateralmente protegem o ego de
ser vulnerável. Todas as estratégias de
comportamento são projetadas para "satisfazer" quatro administração
de variáveis ou valores que são: (a)
definir nas suas próprias condições o propósito
da situação na qual eles se acham, (b) ganhar e não
perder,
(c) suprimir os seus próprios e outros sentimentos, e (d) enfatizar
a racionalidade.
A administração das variáveis e as estratégias
de comportamento conduzem para mundos de
comportamento que são mais defensivos que não conflitivos
(baixa confiança, baixa capacidade de risco)
onde os processos do ego acontecem naquele limite de aprendizagem chamado
"nó de laçada." A
aprendizagem nó de laçada é qualquer descoberta
e correção de erro que não re-examina as suposições
subjacentes e administração das variáveis. A aprendizagem
nó de laçada corrige a rotina dentro do
programa, mas não as razões subjacentes para o programa.
Isto, em troca, conduz a uma ineficaz resolução
de problemas. Os três critérios efetivos de resolução
de problemas são: (a) compreender as variáveis
pertinente ao problema, (b) resolver o problema de tal modo que isto
resolva os outros e (c) realizar a e b sem
deteriorar o nível presente de efetividade da capacidade de
resolver problemas.
Achamos muitas discrepâncias em teorias aceitas e ações
(ações são comportamentos com significados)
mas quase nenhuma discrepância em teoria-em-uso. Acreditamos
que apresentamos evidência adequada
que a falta de discrepância na teoria-em-uso não é
um artefato de nossa teoria ou de nossa pesquisa
empírica.
Pessoas programadas com o Modelo I criarão sempre sistemas de
aprendizagem podem ser chamados
"O-I." Estes sistemas têm várias características
importantes.
1. Eles fazem isto tão altamente provável que sempre que
o conhecimento sobre qualquer problema (humano
ou técnico), chave na organização, seja ambíguo,
vago e obscuro e o resultado da solução do problema será
fazer o conhecimento até mesmo mais ambíguo, vago, e
obscuro. Nós chamamos isto de inibição primária
(Argyris & Schon, 1978).
2. Eles geram jogos no indivíduo, no grupo, intergrupos e níveis
organizacionais para proteger os atores. Eles
também geram camuflagens para esconder estes jogos e camuflar
a camuflagem.
3. Dois resultados destas atividades são duplas-mensagens para
o indivíduo e a organização. No nível
individual, poderia ser colocado no ostracismo um empregado leal que
poderia desejar aparecer nos jogos.
Há ampla evidência do perigo de ser um soprador de apito.
Mas, se eles são leais às normas do sistema de
aprendizagem e não aparecem nos jogos, então eles sentirão
que eles estão sendo desleais à organização.
A dupla mensagem para a organização é que as atividades
que são criadas para sobrevivência também
produzirão deterioração. Por exemplo, pessoas
podem se distanciar de assuntos ameaçadores para não
abrir uma caixa de Pandora desde distanciar meios, e comm efeito, não
resolvendo o problema assegura que
as causas do problema continuarão.
As estratégias de comportamento do Modelo II incluem uma combinação
de advocacia com investigação e
minimização das tentativas unilaterais para proteger
a si e aos outros. A administração das variáveis do
Modelo II são: informação válida, livre
e informada escolha e compromisso interno à escolha de forma que
consiga monitorar sua implementação. Pessoas programadas
com o Modelo II criam O-II que aprende
sistemas. O mundo do comportamento se torna agora significativamente
menos defensivo o processo de
auto-proteção, conseqüentemente, é reduzido
e, finalmente, a aprendizagem do "duplo nó de laçada" é
encorajada. A aprendizagem do "duplo nó de laçada" é
qualquer descoberta e correção de erro que
re-examina as suposições subjacentes e administração
das variáveis. A aprendizagem do "duplo nó de
laçada" corrige as razões subjacentes do problema. As
habilidades do Modelo II são habilidades versáteis;
elas ajudam a assegurar ao indivíduo a aprendizagem organizacional,
como também monitorar quando
indivíduos ou organizações não estão
aprendendo.
A teoria em uso é sine qua non para entender a ação
humana. A teoria em uso, em troca, só pode ser
deduzida da descrição do comportamento dos atores. Para
observar comportamento, é necessário
produzí-lo. Para que seja produzido, deve ser projetado. Para
que um desígnio seja formulado, o ator tem que
primeiro descobrir um problema e então inventar uma solução
e então produzir a solução e finalmente avaliar
o desempenho para avaliar sua efetividade. A avaliação
normalmente conduz a descobertas novas,
conseqüentemente o ciclo de aprendizagem é completado e
é repetido.
Pessoas não podem descobrir-inventar-produzir ações
que estão além da sua teoria em uso. Pessoas que
adotam o Modelo I de teoria-em-uso não podem produzir ações
de Modelo II. Além disso, está na natureza do
Modelo I, como nós veremos, fazer as pessoas desavisadas desta
limitação. Conseqüentemente, as pessoas
podem adotar o Modelo I e a aprendizagem de duplo nó de laçada,
elas estarão impossibilitadas de produzir
estas fases e serão desavisadas deste fato.
Nesse caso, então a re-educação envolve ajuda para
as pessoas a descobrir que eles não podem descobrir,
inventar modos para descobrir, e produzir as descobertas. O mesmo é
verdade para invenção como também
para as fases de produção e generalização.
Em resumo para produzir a aprendizagem do duplo nó de laçada
o indivíduo programado com Modelo I de teoria em uso terá
que passar por um ciclo de aprendizagem para
cada fase.
INCONSISTÊNCIAS E DILEMAS EMBUTIDAS EM SUPOSIÇÕES
SOBRE APRENDIZAGEM EM EDUCAÇÃO DE LABORATÓRIO
1. Embora a educação de laboratório tenha encorajado
que as pessoas se dessem conta das discrepâncias
entre as suas teorias aceitas (valores, convicções, e
atitudes) e como eles na verdade se comportam, a meu
ver, foi colocada pouca ênfase em ajudar as pessoas a tornar
explícito as suas teorias em uso que criou (a) as
discrepâncias e (b) inconsciência do ator das discrepâncias.
As suposições pareciam ser que se nós ajudássemos
pessoas a se dar conta de inconsistências e se eles
fossem embutidos em um grupo que criou condições de confiança
e aceitação, e se as pessoas
emocionalmente compreendensem os insights que estavam adquirindo, então
os indivíduos poderiam
começar a reduzir as discrepâncias (Bradford, Gibb, Benne,
1964; Schein & Bennis, 1965). Uma teoria de
perspectiva da ação sugere várias razões
por que estas suposições são otimistas.
Se as pessoas são programadas com o Modelo I da teoria-em-uso
e se elas criam O-I de aprendizagem de
sistemas, e se as colocamos em uma situação estruturada,
produzirão condições de Modelos I e O-I. Fazendo
assim, gerarão muitos dados e oportunidades para consciência
relativo às disfuncionais conseqüências do
Modelo I e O-I, e conseqüentemente explica por que Grupos de T
eram efetivos na fase de descoberta.
Porém, os participantes não deveriam poder inventar ou
produzir ações que seriam consoante com o Modelo
II sempre que desejassem fazer assim. No máximo, os participantes
deveriam produzir novas estratégias de
comportamento que fossem consoantes com o oposto Modelo I. Isto significou
que eles poderiam mudar as
suas ações de serem controlados a terem controle, de
serem passivos a ficarem mais agressivos, de suprimir
sentimentos para os expressar. Estas novas estratégias de comportamento
seriam associadas com o oposto
Modelo I de administração das variáveis como:
(a) a participação de todo o mundo presente definindo os
propósitos do ambiente de aprendizagem, (b) complacência
para a regra de que todas as pessoas deveriam
ganhar, ninguém deveria perder, (c) a expressão dos sentimentos,
e (d) a supressão de aspectos intelectuais
e cognitivos da ação.
Esta administração de variáveis, combinada com
estratégias de comportamento como minimizar o controle e
investigação são correspondentes com o que aconteceu
em muitos Grupos T, como também em terapias que
podem ser descritas como centradas no cliente ou não diretivas.
Em outras palavras, embora a teoria aceita
de educação de laboratório possa ter sido consoante
com o Modelo II, sua teoria em uso pode ter sido
consoante com o oposto Modelo I.
Pessoas que mudaram seus comportamentos e atitudes para ser consoante
com o oposto Modelo I iriam se
esforçar para aplicar esta teoria em uso quando retornassem
à situação do seu cotidiano. Seriam infestadas
de dificuldades tais tentativas porque os atores seriam vistos por
aqueles que não assistiram o programa de
laboratório como aderindo ao Modelo II e se comportando de acordo
com o oposto Modelo I e não tendo
consiciência da discrepância. Desde que os atores não
poderiam lidar com a discrepância (porque eles
nunca aprenderam o Modelo II como um teoria em uso) eles iriam provavelmente
ficar defensivos. Por
exemplo, por um lado, laboratórios de crescimento pessoal condenaram
as grandes, impessoais e coercitivas
organizações. De outro, estes mesmos laboratórios
de crescimento poderiam ter utilizado bem os mesmos
processos coercitivos (Argyris, 1972).
Se os diplomados de nossos programas aparecessem desavisados da discrepância
entre o que eles
estavam acreditanto e como eles estavam se comportando, os estranhos
poderiam compreensivelmente se
tornarem duvidosos. Se eles expressassem estas dúvidas, seria
difícil para nossos diplomados explicar estas
discrepâncias desde que eles estavam desavisados delas. No máximo,
poderiam responder admitindo que
"leva tempo para ser hábil." Na pior das hipóteses, eles
poderiam responder com uma de duas estratégias.
Uma, "Como eu posso ser um hábil questionador como você";
outra, "Você não pode entender educação de
laboratório até que você experimente". Os duvidosos
ficam com uma dupla mensagem. Eles são
responsáveis pela falta de habilidade do outro e de nenhum modo
eles entenderão, a menos que assistam os
programas sobre os quais eles têm reservas.
Os participantes que estimulam o Modelo II como a teoria em uso apropriada
para administrar sistemas, que
são desavisados que o seu comportamento é consoante com
o oposto Modelo I e que são desavisados das
diferenças entre estas duas teorias em usom identificará
as reações dos estranhos como resistência ou
indicação de falta de compreensão quando, em um
nível mais profundo, não os entendem, eles, também,
estão resistindo a se dar conta deste fato.
Parece que formamos pessoas, através de nossos laboratórios
experimentais de aprendizagem, que
descobriram novos insights mas que tiveram dificuldades em inventar
e produzir estes insights; o que atribuiu
o seu fracasso, de um lado, para uma falta de habilidade e, por outro,
para a falta de reforço do ambiente
cultural. A explicação anterior faria sentido aos diplomados
porque as habilidades do laboratório eram
revolucionárias. A explicação posterior faria
sentido se recordássemos que a pesquisa que o que as pessoas
estavam aprendendo em nossos laboratórios não era adequado
para levar além do mundo que nós
queriamos mudar? Nesse caso, o que estávamos fazendo que os
ajudou, e a nós mesmos também, para não
ter consciência desta possibilidade?
2. Uma resposta para estas perguntas é que sem uma perspectiva
das diferenças entre teoria aceita,
comportamento e teoria em usa, não é provável
poder averiguar quando uma mudança ocorre dentro da
mesma teoria em uso e quando vai além.
Se a educação de laboratório aderisse às
teorias consoantes ao Modelo II, se a teoria em uso fosse o oposto
do Modelo I, se fossem relacionados indices de progresso ao oposto
do Modelo I e se as pessoas
revertessem para Modelo I a tensão que aconteceu no momento,
então, o "os estranhos" poderiam começar a
acreditar que as mudanças no indivíduo e nos níveis
dos sistemas eram cosméticos e resultado de
esquemas. Conseqüentementea educação de laboratório
seria vista como uma moda passageira..
Se a educação de laboratório ensinasse aos participantes
a ser cegos às semelhanças de teoria-em-uso
entre Modelo I e o oposto do Modelo I, poderia se formar participantes
que honestamente acreditaram que
eles sofreram mais liberdade durante a experiência do laboratório
que era de fato o caso.
Esta pode ser uma explicação do falecimento de muitas
escolas alternativas. Por exemplo, cinco escolas
tiveram capitais adequados, teve só estudantes e professores
voluntários, teve controle completo sobre o
currículo. Ainda assim eles tropeçaram e se desintegraram.
A análise sugere que os professores (muitos dos
quais tinham participado em várias experiências de Grupo-T)
tentaram administrar com o oposto da teoria em
uso do Modelo I embora eles acreditassem no Modelo II. O mesmo era
verdade para alguns estudantes,
enquanto outros (especialmente aqueles que vieram de áreas desvantajosas)
estava seguindo Modelo I
estritamente. Como resultado, criaram o sistema de aprendizado O-I
que repugnou os professores e os
estudantes usaram como "prova" que os professores ou nunca pretenderam
mudar qualquer coisa ou se
esforçaram para administrar mas falharam porque eles compararam
liberdade com o oposto do Modelo I
(Argyris, 1974).
3. Se a pessoa enfoca a variável teoria-em-uso (não simplesmente
comportamento) então os indices de
mudança devem estar baseados na observação do
atual comportamento e sob diferentes condições.
Questionário e entrevista não serão adequados
porque eles produzem dados ao nível do aceito.
Não é um acidente que alguns dos achados mais modestos
sobre a aplicabilidade da educação de
laboratório vieram de estudos que colecionaram gravações
de fita e observações enquanto os achados mais
otimistas vieram de estudos que usam questionários e entrevistas.
Se tinha havido um maior enfoque em
obter observações e gravações de fita,
nós teríamos reconhecido os buracos mais depressa em aquisição
de
habilidade que existiu em educação de laboratório.
Mais importante, eu sugiro, é que o conceito de
habilidade teria tido um papel mais central na teoria e prática
da educação de laboratório. Isto, em troca,
pode ter conduzido a uma tecnologia de aprendizagem diferente. Por
que isso?
Podem ser concebidas habilidades como mini-sub-rotinas interiorizadas
que são consoantes com a teoria em
uso do respectivo ator (Argyris & Schon, 1978). Ação
hábil é econômica, sem esforço e objetiva porque
as
pessoas interiorizaram um jogo de regras. Uma vez as que as regras
são interiorizadas as pessoas têm que
aderir a elas ou então suas ações não serão
hábeis (Sussman, 1973). Para aderir às regras, as pessoas
têm
que ter sugestões precisas sobre quando as regras são
ou não exigida. Há dois jogos de sugestões que as
pessoas podem receber. Sugestões externas vêm do ambiente.
Sugestões internas vêm das suas
experiências internas.. mas, as experiências internas são
organizadas pela sua teoria-em-uso.
Conseqüentemente qualquer que seja a teoria-em-uso das pessoas
informa as regras para produzir ação
hábil e as sugestões internas sobre quando a ação
é apropriada.
As sugestões externas são geradas por outras pessoas ou
sistemas sociais no ambiente, as sugestões
dadas por outros são informadas pelas suas respectivas teorias-em-uso.
As sugestões que provêem dos
sistemas são informadas pelos sistemas de aprendizagem.
Se as sugestões internas pessoas são usadas para projetar
e implementar ação hábil são limitadas pelo
Modelo I e O-I, então as pessoas reagirão automaticamente
a situações novas de modos que são consistente
com Modelo I e O-I. Conseqüentemente a "automação"
de resposta coerente com o Modelo I ou o oposto do
Modelo I é uma característica geral dos indivíduos.
A razão porque isto é verdade para o oposto de Modelo I é
que no Modelo I as pessoas podem dar, um ao outro, as sugestões
externas exigidas para o oposto do
Modelo I desde que a maior habilidade requerida é agir de maneira
diferente daquelas que o programa
aprensentou.
Isto significa que os insights percebidos não conduzirão
a uma correção genuína se a correção
das
inconsistências requerer uma nova teoria em uso. Este é
o caso porque, como nós vimos acima, a ação hábil
existente é ruthlessly programado e reforçou por sugestões
internas e externas apropriadas; e que ambos
estes jogos de sugestões sempre serão consoante com Modelo
eu e O-eu. Seres humanos que se
comportam inconsistentemente fazem assim porque eles são programados
para fazer assim; eles são
programados para não terem consciência deste fato; e eles
existem no sistema de aprendizagem O-I para
tornar altamente improvável que adquiram consciência a
seu respeito.
Retornando à educação de laboratório, sua
teoria aceita é Modelo II. Se, porém, a maioria das ações
hábeis
das pessoas são Modelo I, então para ganhar habilidades
de Modelo II os indivíduos têm que se dar conta
primeiro da "automação" das respostas do seu Modelo I,
do reforço que estas respostas obtêm do sitema de
aprendizagem O-I e das habilidades resultantes que eles têm para
tomar consciência de que não se
comportam de acordo com o Modelo II.
Nenhuma destas conseqüências poderiam ser produzidas através
das pessoas com Modelo I, não importa
quanto elas se dão conta da inconsistência e da qualidade
disfuncional de suas ações e não importa quanto
elas desejem corrigir-se. Eles não só não têm
as habilidades para aprender habilidades de Modelo II, eles
estão interagindo com pessoas que estão no mesmo barco.
Se a educação de laboratório tivesse anteriormente
diferenciado entre teoria aceita e teoria-em-uso, teríamos
nos dado conta dos limites da autoconsciência, como também
da importância das habilidades, o centro do
mapa cognitivo, é o fato que a maioria do que nós estávamos
ensinando não era coerente com a nossa teoria
aceita ( Modelo II ) mas bastante para o oposto de Modelo I.
4. Nós podemos retomar agora à suposição
de que grupos pequenos que são coesos são necessários
para
aprendizagem experimental. A teoria de instrução de Grupos
de T é como segue: (a) crie um vazio no qual as
pessoas projetarão o seu Modelo de ações, (b)
as pessoas dar-se-ão conta das qualidades disfuncionais do
sistema de aprendizagem O-I que criaram, (c) as pessoas se darão
conta então das conseqüências negativas
das suas competências existentes.
Na maioria dos casos estas conseqüências produziram crises
de grupo. . se eles fossem superados, as
pessoas se sentiriam mais íntimas, mais se preocupando para
e confiante de que eram em um "bom" grupo.
Alguns grupos levaram um dia enquanto outros uma semana inteira para
criar e superar a crise. As curvas de
tais crises de grupo que eu publiquei eram tão consistentes
que eu concluí que coisas têm que se pôr piores
para melhorar (Argyris, 1965).
Sob estas condições, fez sentido para nós falar
para as pessoas que todos os seres humanos
experimentaram perguntas básicas em grupos, como quem eu sou
neste grupo? Qual é meu papel? Quão
aberto eu desejo me tornar? Quão íntimo eu desejo me
tornar com outros? O que é um grupo efetivo,
coerente? Etc. Estas perguntas fizeram sentido porque nós criamos
as condições onde eles eram supremos.
Nós criamos um grupo cujos membros estavam confusos, frustrados
e cuja coesão poderia deteriorar ao
ponto do grupo se destruir, e nós aparentemente parecemos dispostos
a deixar isto acontecer. Nós
estávamos dispostos a deixar isto acontecer porque este era
o caminho para o descongelamento e aumento
da consciência. Como nós veremos abaixo, podem ser aumentada
a consciência e o descongelamento em
grupos que não são particularmente coesos ou confiantes.
Tal aprendizagem teve muitas conseqüências positivas. Algumas
pessoas retornaram às suas organizações
e puderam ajudar outros a aumentar a sua consciência, expressar
alguns dos seus sentimentos e ficar mais
sensíveis. Alcançar isto, eu concordo, não é
nenhuma realização simples. Nesse caso, por que então
o
desencanto aumentou?
Eu acredito que uma das causas do desencanto com educação
de laboratório foi que aqueles que retornaram
para repetir as experiências do seu laboratório não
foram ajudados a aprender as habilidades que eles
requeriam. Usando nossa linguagem, eles precisariam aprender a ser
mais hábeis com habilidades do
Modelo II (não só habilidades de aconselhamento não
diretivo). Quanto mais eles perceberam que as
inovações eram coerentes com investigação
e habilidades de aconselhamento e que eles não iriam aprender
as habilidades que eles precisavam, mais distante eles se tornaram.
Isto não significou que eles não
aproveitaram as suas experiências de T-grupo. Significou que
eles começaram a ver os seus limites mais
claramente aplicando os valores de uma maneira linear.
5. Finalmente, há a suposição que aprendizagem
emocional é uma chave para a efetividade. Eu desejei
saber o que precisamente queremos dizer com entendimento emocional
como distinto de compreensão
cognitiva. Quanto mais eu examino os dados, mais eu desejo saber se
a única percepção que pode conduzir
a mudanças na teoria-em-uso é uma reestruturação
dos mapas cognitivos das pessoas - não principalmente
um sentimento que eles tenham internamente. Focalizando os mapas cognitivos
podemos ficar mais precisos
sobre a natureza do ambiente de aprendizagem necessário para
adquirir habilidades de Modelo II. Nos deixe
virar para examinar algumas das características de um ambiente
de aprendizagem projetados com uma teoria
de perspectiva de ação.
UMA TEORIA DE PERSPECTIVA DE AÇÃO
Eu enfocarei em (1) o começo da experiência de aprendizagem
e (2) lidando com a sensação de fracasso e
crise que acontecem em aprendizagem experimental.
Começando a Experiência de Aprendizagem
A última meta de aprendizagem de uma teoria de perspectiva de
ação é aprender uma nova teoria-em-uso.
Modelo I poderia ser usado então para aprender que isso não
requer reflexão e mudança de valores básicos
e suposições (aprendizagem nó de laçada).
Modelo II poderia ser usado para aprender que isso requer uma
mudança em valores básicos e suposições
(aprendizagem duplo nó de laçada).
Se é verdadeiro que as pessoas só podem projetar significados
que são coerentes com a sua teoria-em-uso,
então lhes peça que produzam comportamento atual do qual
seus significados intencionais podem ser
deduzidos usando uma tecnologia que não induz significados que
não sejam dos participantes, contudo
conduz a significados que são genuínos aos atos.
Uma tecnologia útil é gravar o registro dos participantes
conduzindo ou participando em uma reunião no seu
ambiente natural. Uma segunda tecnologia envolve escrever um caso de
uma intervenção atual que eles
tentaram (ou esperam tentar). O caso deveria incluir dados relativamente
diretamente observáveis como
conversações. As conversações podem ser
recordadas ou imaginadas se eles representam uma situação
na
qual o ator espera participar. O problema da validade da conversação
não é difícil porque as pessoas não
podem produzir significados incoerentes com a sua teoria-em-uso. Conseqüentemente
é extremamente
improvável que indivíduos Modelo I possam inventar conversações
de Modelo II. Se eles enganarem serão
pegos no momento em que eles começarem a responder a investigação
e crítica do seu caso pelos outros. O
caso também deveria lhes pedir que identificassem qualquer informação
(idéias e sentimentos) que eles
tiveram mas não comunicaram durante o encontro (Argyris &
Schon, 1974).
Esses casos provêem dados ricos para deduzir a teoria-em-uso dos
indivíduos e como eles são usados em
problemas do cotidiano. Conseqüentemente o aqui-e-agora e o lá-e-então
é integrado. Além disso, não
podem ser explicados o comportamento e ações que os indivíduos
expõem como causas através de tais
condições de aprendizagem como o vazio ou a exigência
de criar um grupo coeso.
Conseqüentemente um seminário com uma teoria de perspectiva
de ação adquire comportamento
relativamente diretamente observável do qual deduzimos a competência
e efetividade dos indivíduos sem ter
que criar um vazio que, em troca, conduz a uma atmosfera emocionalmente
carregada e a necessidade de
criar grupos coesos. Se este é o caso então a qualidade
coercitiva de um grupo fica muito reduzida porque os
indivíduos não são dependentes para aprender.
Contendendo com fracasso
Vamos abordar o fenômeno que "as coisas têm que se pôr
piores antes de melhorarem." Como eu mencionei
acima, Grupos T apareceram, e cedo no seu desenvolvimento entraram
em crise.
Em uma teoria de seminário de ação, o mesmo fenômeno
de fracasso e confusão também acontece, mas é
relacionado ao indivíduo, não à efetividade do
grupo. Sob esta condição as pessoas começarão
a
experimentar incerteza e a perda de sentimentos de competência
que eles aprenderam a temer. Eles
responderão, tácita e automaticamente, com as habilidades
do Modelo I, como os descritos acima, sobre
qual se renderá resultados que esses que começaram a
aprender II Modelo podem reconhecer depois do
fato, para sua surpresa, como erros.
Porque as pessoas esperam irrealisticamente níveis altos de aspiração
para o próprio desempenho e tato
competitivo, contudo dependente, facultada a frustração
e confusão dos participantes pode transformar em
raiva, desespero - sentimentos exacerbados pela sua descoberta, contra
a sabedoria convencional do
Modelo I, aquele progresso mente expressando este sentimento e testando
a sua validade.
Os participantes perceberão logo que eles estão tentando
aprender comportamento de Modelo II debaixo de
condições muito difíceis, isto é,: (1)
entender e acreditar no Modelo II não é suficiente; (2) os
sentimentos
gerados durante as fases iniciais da aprendizagem são contra-produtivos
à experimentação; (3) para superar
estes problemas, os participantes têm que começar a se
comportar como se fossem aculturados; (4) os seus
colegas, embora queiram significá-los, não poderão
ajudar muito; e (5) estes fatores produzem medo que
inibe o aprendizado.